Cold Equations

Cold Equations

Ainda que não haja uma forma inequívoca (i. e., algorítimica) de «extrair» o sentido da obra de um autor através de um simples processo de categorização, tal tarefa pode ser em parte levada a cabo num género como o da ficção científica, dado que os seus temas e protocolos constituem um conjunto relativamente estável. Com efeito, já foram várias as tentativas de analisar a SF em geral (ou um autor em particular) a partir de uma classificação dos seus subgéneros ou temas (ou identificando a presença ou ausência desses temas na obra desse autor), mas não existe qualquer consenso, o que talvez se deva à natureza dedutiva ou «de cima para baixo» de tais categorizações. Este artigo propõe, em vez disso, uma abordagem «de baixo para cima», indutiva, abordagem essa que procura combinar a solidez de um ponto de partida quase canónico (as «entradas temáticas da Encyclopedia of Science Fiction, ou ao menos um subconjunto relevante dessas entradas) com a flexibilidade que consiste na fusão dessas categorias e na adaptação destas a instências mais específicas. A obra de Philip K. Dick é aqui usada como ilustração desse método. Comunicação apresentada na conferência SFRA’2006, sob o tema «When Genres Collide» (White Plains, Nova Iorque, organização da Science Fiction Research Association), a 23 de Junho de 2006, posteriormente publicado in Thomas J. Morrissey e Oscar de los Santos (orgs.), When Genres Collide, Waterbury (CT), Fine Tooth Press, 2007.
Prefácio a Philip K. Dick, O Andróide e o Humano

Prefácio a Philip K. Dick, O Andróide e o Humano

Prefácio à colectânea de ensaios de Philip K. Dick, O Andróide e o Humano, Lisboa, Vega, 2006.

Before and After Cyber

Artigo sobre as origens da cibercultura, redigido no âmbito do projecto «Tendências da Cultura das Redes em Portugal» (POCTI/COM/34436/99). Publicado na série online Working Papers, do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens.
Reality Strikes Again

Reality Strikes Again

Sempre que às artes tecnológicas é aplicado o prefixo «ciber», é inegável a influência, em maior ou menor grau, do subgénero da literatura de ficção científica conhecido como «cyberpunk». No entanto, quer artistas quer críticos — conhecedores da história da arte mas dificilmente da história da ficção científica — atribuem-lhe uma autonomia que obviamente não possui, como se tivesse surgido ex nihilo e, suspenso num limbo, não possuísse quaisquer relações de «filiação» ou de «afinidade» literária. Procurar-se-á nesta comunicação desfazer esse equívoco, enquadrando o cyberpunk no contexto mais alargado da história da ficção científica. Comunicação apresentada nos Encontros de Arte e Comunicação (Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, organização do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens), a 3 de Junho de 2005, posteriormente publicado na Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 37 («Arte e Comunicação»), Lisboa, Relógio d’Água.

O Jogo da Interpretação

Artigo para a revista online Interact #11, escrito em parceria com Jacinto Godinho, sobre o fenómeno cultural dos videojogos.
Lugares Incomuns

Lugares Incomuns

Pretende-se neste artigo averiguar, tanto do ponto de vista interno à narrativa quanto daquilo que daí pode ser extrapolado para o universo do leitor, se na obra de Philip K. Dick é possível discernir alguma lógica que regule a escolha de diferentes localizações espaciais e os percursos das personagens por estes espaços. Concentrando-nos especialmente em The Unteleported Man/Lies, Inc., procura-se demonstrar que a presença de «espaços alternativos» é condição essencial para o desenrolar da narrativa, havendo no entanto uma permanente indefinição — intencionalmente procurada por Dick — quanto ao estatuto e aos limites destes mesmos espaços. Publicado na Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 34/35 («Espaços»), Lisboa, Relógio d’Água, 2005.
Exegesis ou «Ele está no Meio de Nós»

Exegesis ou «Ele está no Meio de Nós»

Os eventos experienciados por Philip K. Dick em Fevereiro e Março de 1974 vieram trazer para primeiro plano uma série de preocupações teológicas que se encontravam já em embrião na sua obra anterior. A presente comunicação procura dar conta do modo como K. Dick (re)interpretou — idiossincraticamente mas sem deixar de recorrer a doutrinas e teorias com alguma tradição na história da teologia — a ideia de Deus enquanto informação. Muito antes de se falar em cibercultura, já a cibernética e as ciências da computação preparavam uma reformulação do conceito de «humano», hoje largamente debatida e criticada. Que dizer então quando é Deus que está em causa? Comunicação apresentada no I Encontro Literário de Fantasia e Ficção Científica (Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), em Maio de 2004. Publicado na revista Famecos, n.º 34, Brasil, Pontifícia Univ. Católica do Rio Grande do Sul, 2007, pp. 7-13.
O Terceiro Incluído

O Terceiro Incluído

Ainda que não tenha havido estabilidade nas definições de humano ao longo da história da cultura ocidental, é pelo menos possível assinalar um elemento comum: a ideia de que o homem, eventualmente por possuir uma alma, surge como termo final de uma série cumulativa. Com a cibercultura, em particular devido à herança da ficção científica, o raciocínio é posto em causa com o aparecimento de categorias como a do andróide ou do cyborg. Neste texto é analisado o modo como um proeminente autor de ficção científica, Philip K. Dick, contribuiu para o estabelecimento desta perspectiva distinta. Publicado na Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 33 («Corpo, Técnica, Subjectividades»), Lisboa, Relógio d’Água, 2003.

«Vai um Space Invaders?»

Breve artigo para a revista DIF de Abril de 2004 sobre o fenómeno cultural do «retrogaming». DIF, Abril de 2004

Código++

Artigo para a revista online Interact #10, sobre o conceito de «código».
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