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Se há algo que ainda se pode aproveitar do (depressa) estafado conceito de Web 2.0, esse algo é a diferença entre o «Em construção» e o «Beta». No primeiro caso, a ideia de que se ia acumulando uma série de «permanências»; no mais recente, tudo é provisório, e o que permanece é-o apenas na qualidade de arquivo. Mas que fluxos regulam essa constante acumulação, do novo ao arquivo? Blogs e redes sociais, embora propondo uma comunicação mais próxima e bilateral, são assim tão diferentes do clássico modelo do «broadcasting», assimétrico e portanto promotor de distâncias entre emissor e públicos? Qual a forma dum tempo que ambiciona a instantaneidade? Colóquio «Proximidade e Distância», organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC), Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, 3 de Dezembro de 2009, posteriormente publicado in Mário Franco e Bernd Sieberg (orgs.), Proximidade e Distância: Estudos sobre a Língua e a Cultura, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2011, pp. 181-197. |